Hoje os golpes mais comuns estão ligados a compras digitais e promoções falsas. Temos phishing, onde a vítima recebe links de sites falsos que imitam lojas conhecidas; anúncios em redes sociais com preços irresistíveis, mas que nunca entregam o produto; e também perfis falsos de vendedores em marketplaces. O consumidor precisa desconfiar sempre de ofertas muito abaixo do mercado e checar a reputação do vendedor.
Antes de comprar online, é importante verificar se o site possui certificado de segurança — aquele cadeado na barra do navegador. Também é preciso checar se o domínio está correto, porque criminosos criam endereços parecidos, mudando apenas uma letra.
Nos aplicativos, o ideal é baixar apenas das lojas oficiais (Google Play e App Store) e evitar instalar apps por links enviados em mensagens.
Outra dica: nunca realizar compras em Wi-Fi público, pois os dados podem ser interceptados com facilidade. Prefira sempre a sua rede móvel ou uma rede segura.
O primeiro passo é limitar a exposição de dados. Evite fornecer informações pessoais além do necessário. Use senhas fortes, nunca repetidas, e sempre que possível habilite a autenticação em dois fatores.
Um gerenciador de senhas também ajuda, porque cria senhas diferentes para cada site sem que você precise decorar todas.
Quanto à LGPD, ela trouxe avanços ao obrigar empresas a cuidar melhor das informações dos clientes, mas ainda temos falhas de fiscalização e muitas empresas que não seguem as boas práticas de segurança.
Em datas como o Dia do Cliente e a Black Friday, o golpe mais comum é a maquiagem de preço: o produto é aumentado dias antes e depois “entra em promoção”.
Para se proteger, o consumidor pode acompanhar o histórico de preços em sites comparadores.
Também há o risco de links falsos com supostas promoções. A recomendação é nunca clicar em links recebidos por mensagens ou redes sociais sem verificar antes o endereço oficial.
A inteligência artificial já está sendo usada por golpistas, por exemplo, para criar mensagens muito bem escritas ou até mesmo áudios e vídeos falsos, que dão credibilidade ao golpe.
Isso aumenta a dificuldade de identificar uma fraude. Por isso, a educação digital se torna fundamental. O consumidor precisa ser orientado a adotar hábitos de segurança no dia a dia.
No futuro, além de novas leis, a chave vai ser a conscientização: quanto mais informado, mais difícil será cair em golpes.
